A permissão da autenticidade como prova maior de amor

Autenticidade: aquilo que é real, verdadeiro. O autêntico diz o que pensa, age como lhe é natural. Com quem podemos ser sinceros sem censuras, estabelecemos as relações mais profundas de afeto. É privilégio de poucos provocar-nos o desejo de nos revelar cada vez mais. Alguns se afastam; outros, permanecem. Esses últimos são, naturalmente, os que mais têm apreço por nós. Seja em casa, no trabalho, na instituição de ensino: sentir-se à vontade para ser você mesmo é o que há de mais importante. Quem fica, é porque gosta de você e te aceita.
Longe de mim afirmar que todos do nosso círculo devem ficar passivos diante de qualquer atitude. Ser autêntico não é usar a justificativa da sinceridade acima de tudo, machucando pelo que se diz; é poder agir sem disfarces. As pessoas do nosso convívio podem sim – e às vezes devem! – apontar aspectos da nossa personalidade que vez ou outra precisamos observar e quem sabe corrigi-los.
Mas são com esses em que depositamos nossa confiança que podemos ser nós mesmos, brincando sobre o que quisermos, falando aquilo que desejarmos.
Ou até mesmo sem dizer nada.
Não há constrangimento, não há medo de parecer infantil ou desrespeitador. Existe liberdade para se expressar sem eufemismos, por inteiro, sem meias-palavras, da forma mais genuína.
A base de qualquer relacionamento não é o amor por si só: ter espaço para poder ser autêntico sem restrições é o mais maravilhoso presente que pode-se receber de alguém.

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