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Caminho rumo à saída da zona de conforto

Créditos da imagem: Uros Petrovic
 
Admito que conversar sempre com pessoas que compartilham da nossa opinião pode ser bem confortável; ser aberto para conhecer pensamentos totalmente contrários aos nossos, entretanto, é uma arte. É natural que busquemos para nosso convívio quem tenha as mesmas afinidades, o que não anula a importância de um contato ocasional com o diferente.
Conheço a história de um casal norte-americano que assinava um jornal republicano e outro democrata. Sim, eles tinham uma posição definida, mas entendiam o valor de conhecer mais de um lado.
Não digo que se deve necessariamente mudar de opinião – embora seja totalmente válido -, trata-se de perceber que o mundo não é limitado a somente uma ideia, e sim a duas, três, muitas. O aprendizado se dá a partir do conhecimento de novos pontos de vista. Ou reconhecemos que nosso posicionamento é infundado, ou angariamos mais argumentos ao nosso favor, ou simplesmente passamos a compreender a luta do outro.
Por causa de assuntos polêmicos conduzidos de forma não saudável, amizades são perdidas, casais se separam. Cria-se antipatia e inviabiliza a possibilidade de crescimento.
Conviver não é fácil, mas ninguém falou sobre se tornar amigo de infância daquele que é totalmente contra ao que você é terminantemente a favor. É tentar entender os argumentos do outro e o que o levou à construção desta ou daquela opinião. Somente saindo do limite do conforto é que se pode chegar à zona de aprendizagem.

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