Indiferença*

Não me chateia a frieza daqueles com os quais não tenho muito contato, afinal, como disse Antoine de Saint-Exupèry em O Pequeno Príncipe, é preciso que nós cativemos as pessoas para que possam apreciar nossa presença e sentir nossa falta, e nós, as delas.
É muito triste perceber que há um desequilíbrio entre o que se faz e o que se ganha na amizade, no amor, em qualquer relação. Penso se já não cometi erros assim também… Dói a ideia de um dia ter sido cruel – mesmo sem querer. 
Telefonemas, e-mails, mensagens, abraços… Por que às vezes não temos em troca nem metade de tamanha dedicação? E por que continuamos procurando aqueles que ainda insistem em ser tão indiferentes?
Talvez porque gostamos tanto deles que também insistimos em acreditar que um dia eles mudarão… Mas não, isso não vai acontecer; porque, feliz ou infelizmente, cada um ama à sua maneira.
*Adaptado do texto “Descaso”, publicado no meu antigo blog “Ideias Anônimas” em 11/02/2010.

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