Por um pouco de bom senso*

Sinceridade é uma virtude; mas até que ponto?

As pessoas perderam o toque, o cuidado umas com as outras. Ao não se darem conta disso, e se prenderem tanto ao que chamam de sinceridade acima de tudo, ferem, machucam, sem se preocuparem. Afinal, estão sendo sinceras. 
Dizem ter se cansado do mundo hipócrita, dos rótulos, dos sorrisos falsos.
Não peço que me sorriem somente por educação; que me elogiem apenas por conveniência. Quero me cercar de pessoas sensíveis, pessoas simpáticas. Não simpáticas por rirem o tempo todo, ou por me enaltecerem as qualidades; simpáticas com meus sentimentos, que saibam muito bem perceber a linha tênue que existe entre ser sincero e ser rude.
Não quero ser mal interpretada: eu prezo – e muito! – a sinceridade absoluta. Mas prezo, igualmente, que as pessoas tenham o bom senso de perceberem que a verdade é muito mais bem-vinda se dita com um mínimo de carinho do que simplesmente jogada ao vento de qualquer maneira. Parei de separar as pessoas que quero ao meu lado como bonitas ou feias, legais ou chatas: tanto faz. Quero as de bom senso, as sensíveis; as que conseguem me criticar fortemente e ainda assim parecerem que estão falando de flores.

Sou capaz de entender a mensagem, a crítica. Se sinceridade é uma virtude, saber dizer a verdade com o mínimo de gentileza é a maior prova de humanidade de um ser.
Já dizia Casimiro de Abreu , “simpatia é quase amor!”. Então… Cadê o amor?

*Adaptado do texto homônimo postado originalmente no meu Facebook em 30/07/13.

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