conVIVER

Você está perto de uma pessoa diariamente, percebe os defeitos dela – e ela, os seus -, mas, naturalmente, a partir de todo esse convívio nasce a forma mais genuína de afeto. Por outro lado, a aproximação também faz surgir desentendimentos.
Mas e quando é alguém da nossa casa, da nossa família? A pessoa está sempre do seu lado, compartilhando todo tipo de momento.
Você tem que aprender a conviver na marra, e então você percebe que a convivência vai muito além de morar debaixo do mesmo teto; implica harmonia, sensibilidade. É a percepção sobre os sentimentos do outro.
Por vezes encontramos lares destruídos, porque neles já não é mais possível conviver em paz…
Porque a boa convivência requer prática.
E requer conhecer muito mais a si mesmo do que ao outro.
Não é exatamente saber lidar com os defeitos de alguém, e sim, de certa forma, equilibrar os seus próprios para que não machuque ninguém.
Conviver não é exatamente tolerar, é saber se impor limites.
De forma alguma devemos deixar quem amamos fazer aquilo que bem entender; é claro que a conversa, na maioria das vezes, é a melhor solução. Mas é muito mais cômodo dizer que a culpa é de outra pessoa.
Difícil mesmo é olhar pra dentro de nós e ver o que precisamos mudar.
Convivência não significa somente dormir e acordar com a mesma pessoa todos os dias.
É necessário primeiro aprender a conviver com nós mesmos, e só depois podemos começar a imaginar como seria viver em harmonia com alguém.

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