O bom de ser escritor

Uma mulher perguntou:
“Bela, você não tem medo de ficar expondo todos os seus sentimentos,
suas fraquezas e suas experiências de vida,
sejam elas boas ou ruins,
na internet, pra todo mundo ver?”
Mas é que ser escritor é isso mesmo.
É impossível não colocar nem um pouquinho da gente em cada texto.
E quando é feito com amor – o que ninguém pode duvidar que seja meu caso,
a vontade é de se atirar de corpo e alma.
Deixar de sussurrar para si mesmo o que aflige e o que faz feliz
para passar a gritar, mesmo que seja para o mundo todo,
o que alegra e o que entristece,
encontrando cada vez mais pessoas que se identifiquem.
E que isso signifique se expor, afinal.
O escritor dá a cara a tapa,
faz-se conhecer pela palavra.
Quem escreve sabe: tudo que é posto no papel
é antes sentido no coração.
Já recebi algumas mensagens que guardo com muito carinho me dizendo:
“você traduziu em linhas tudo aquilo que eu sentia,
de forma tão autêntica como se fosse eu a escrever”
Deve ser porque é exatamente o que eu carrego comigo.
Em cada palavra, uma verdade.
Em cada texto, um pouco da minha história.

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