Reticências carregam milhares de significados.
É suspiro, cansaço emocional, desânimo traduzido em pontuação de fim de frase.
Porque um ‘eu te amo…’ é diferente de um ‘te amo!’. É um desabafo que estava preso e sai com algum esforço. É confissão quietinha, silenciosa, quase inofensiva, talvez insegura.
Porque um ‘tchau…’ não é igual a um ‘até mais!’. É despedida indesejada, quase sofrida, como se entre os três pontinhos houvesse escondido um pedido de ‘fica aqui comigo’.
Porque ‘boa noite!’ não é ‘boa noite…’. O primeiro te deseja bons sonhos; o segundo é como se quisesse dizer: ‘quero dormir ao seu lado’.

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