Apenas estranhos

Eu nem lembro qual foi a última vez que nos falamos… Só sei que tudo pareceu meio morno, quase sem graça. O pior de todo amor que acaba é que qualquer um dos dois caminhos é esquisito:

Eu não queria ser só sua amiga.
Mas também não gosto de ser uma estranha.
De saber das suas boas novas pela Internet.
Ou de nem sabê-las.

Sei lá, embora natural, acho que eu nunca estive verdadeiramente preparada.
Bom era me sentir a pessoa mais importante do seu dia, e pra quem você corria com qualquer novidade, qualquer coisa à toa que entre nós – e só entre nós – fazia sentido.

E se o que nos unisse acabasse sendo apenas amizade, afinal…
Que triste ser tua confidente de novos amores e precisar manter silêncio.
Deixar guardado todo ciúme em forma de conselho pronto.
Fazendo uso daquela reação apática que precisei aprender quando você seguiu em frente. E passou a enxergar em mim uma companhia quase fraterna.
No fim azul do nosso caminho, sobram segredos da sua parte e, da minha, mensagens decoradas – e igualmente falsas – de conforto pelos seus dissabores afetivos.

Bom, eu sinto muito.
Seja bom ou ruim,
eu não tenho essa sua capacidade de passar por cima de determinadas coisas.
Deixo-te não o beijo que eu gostaria de te dar
nem um “abraço quentinho” que faça referência ao filme de que a gente gosta.
Prefiro te deixar um texto.
Porque o meu coração, eu não quero mais deixar em suas mãos.

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