Liberte-se.

Cresci ouvindo que não se usa
ponto final em título de nada.
Meus mestres sempre trataram de frisar
o quanto isso era tão inadequado.

Não ouso discordar.
Mas só um ponto final pode imprimir
o tom incisivo ao que procuro dizer:
liberte-se.

Liberte-se daquilo que suga suas energias. De quem lhe faz mal disfarçado de bem-querer.
Da pessoa que te afaga e rosto e logo depois te intimida.
E que lhe faz crer que é você o algoz, e ela, a vítima.

Liberte-se do que cansa sua mente, do que te faz refém.
De tudo que aprisiona, embora já lhe tenha dado asas.
De todo sentimento que um dia trouxe paz,
mas agora tira qualquer chance de ir além.

E se de repente lhe sobrar a insegurança
que repete aí dentro: “mas eu não vivo sem…”,
pense na leveza que te invade bem depois,
lembre que o mundo não é só de vocês dois.

Liberte-se daquilo que virou seu maior medo.
O que é bom traz confiança;
Não temor, não desespero.

E se no meio do processo bater algum arrependimento,
não se preocupe, não se julgue fraco.
É claro que vamos sentir falta: não somos robotizados.
Mas pense duas vezes, não volte ao início de tudo.
Liberte-se do que te prende.
Pra ver o sol, é preciso sair do escuro.

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