Da liberdade concedida a cada um de nós

Para ler ouvindo:

Por muito tempo fui extremamente crítica comigo mesma – ainda me pego sendo, aliás. Não aceitava errar não só porque tinha o desejo (inalcançável) de ser perfeita, mas, mais ainda, porque não suportava a ideia da reprovação.

Eu sempre mantive por cima das costas a responsabilidade sobre o que os outros pensavam de mim.

A nós foi dada a liberdade. De estar, de preferir sair.
De não gostar.

Seríamos todos mais serenos se percebêssemos a naturalidade que é exercer o direito de escolha.
É normal que ele pegue as coisas. Que ela não decida largar tudo por você.
Não temos poder nem direito de intervir no que é dito pelo coração. Insistências não ajudam, e nem é por uma questão de amor-próprio, e sim porque mesmo os vereditos mais duros (até os de nós sobre os outros) são decisões para as quais somos livres.

Alguém pode ter ido embora da sua vida.
Alguém pode ter preferido não ir embora pra viver uma vida com você…
É escolha.

Não que eu ache que seja possível ser dono das próprias decisões a ponto de acordar, resolver encarar toda a vida de forma diferente e ficar feliz como quem aciona um botão – como já li inúmeras vezes que deveria ser feito. Mas, sim, a gente pode tentar compreender a pureza que existe nas escolhas dos outros; não recebê-las, pelo menos não somente ou não pra sempre, com culpa, raiva ou ressentimento. Somente entendê-las como…
Liberdade.

Comentários