Não perca o timing

Enquanto escrevo este texto, milhares de pessoas estão pensando se vale a pena aceitar aquele convite pra sair ou a oferta de emprego em outra cidade. Já vi gente animando e desanimando à mesma medida muito mais pelo momento das ideias do que pela validade delas.

Eu conheci um cara que quando punha uma coisa na cabeça ninguém podia tirar. Era engraçado porque se aquele entusiasmo não fosse aproveitado logo, acabava virando desmotivação. (E é assim com todo mundo.) Descobri em um livro que não me canso de reler chamado “Trabalhando para si mesmo” a origem do termo “entusiasmo” – que precisa estar em constante renovação, ou será perdido pelo caminho: vem do verbo em latim que significava “estar possuído por um deus; divinamente inspirado”.

O tamanho do intervalo entre a concepção de uma boa ideia e, de fato, colocá-la em prática pode custar – ou não – toda aquela motivação que quem sabe traria resultados positivos e inéditos.

Não é pra perder o timing.

Não deixe pra depois não só porque todo mundo te diz isso a vida inteira, mas principalmente porque daqui a 15 dias talvez a graça não seja mais a mesma e a chance tenha ficado pra trás.

Pega esse entusiasmo e faz. Diz “sim”, muda de emprego, vai escrever um livro, aprende logo a tocar aquele instrumento.

Quanto à etimologia da palavra… Me faz um pouco mais determinada levar esse significado pra questão da força interior e das coisas que só dependem de mim. É sobre entender que ter “deus dentro de si” vai além de um estado de espírito: é o momento privilegiado de agarrar qualquer oportunidade – ou de fazê-la acontecer.

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